Você sabia que o Brasil é o oitavo país com maior número de fumantes do mundo?

As informações são da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Apesar disso, o número de pessoas que fumam reduziu bastante nos últimos 25 anos.

De acordo com o Ministério da Saúde, o percentual de fumantes diários caiu de 29% para 12%, entre homens, e de 19% para 8% entre mulheres.

E um dos motivos pode ser a substituição do cigarro convencional, de tabaco, pelo cigarro eletrônico.

O dispositivo converte em vapor a nicotina diluída em líquidos específicos (como o propilenoglicol, por exemplo).
 
Mas se engana quem pensa que essa é uma alternativa saudável.
 
Uma recente pesquisa realizada pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, descobriu que o cigarro eletrônico pode ser altamente prejudicial à saúde.
 
É que ele desativa as células do sistema imunológico dos pulmões.

O vapor liberado pelo cigarro prejudica os macrófagos alveolares – que removem partículas de sujeira, bactérias e substâncias que causam alergias do trato respiratório.

E não é só.

O problema maior do produto é a substância diacetil, utilizada para dar aroma e sabor aos cigarros eletrônicos, que está associada a uma doença chamada de “pulmão de pipoca” ou bronquiolite obliterante, caracterizada por um processo de inflamação e fibrose em vias aéreas.

Ela é causada pela inalação de aromatizantes e causa a contração dos bronquíolos do pulmão, dificultando a passagem de ar.

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Há, atualmente, uma grande ocorrência de casos da doença em trabalhadores de fábricas de pipocas de micro-ondas, que costumam inalar diacetil em grande quantidade.

Segundo os especialistas, o diacetil está presente em mais de 75% dos cigarros eletrônicos comercializados atualmente nos Estados Unidos.

Além dele, outros saborizadores químicos considerados nocivos, como acetoína e acetilacetona, também foram encontrados entre as 51 marcas diferentes analisadas durante o estudo.

Mesmo sendo, de fato, mais seguros do que o cigarro de tabaco em relação ao risco de câncer, os e-cigarretes, ou cigarros eletrônicos, devem ser evitados.

Isso porque seu uso por cerca de 20 ou 30 anos pode provocar ainda uma doença pulmonar obstrutiva crônica – COPD (um grupo de doenças pulmonares que bloqueiam o fluxo de ar e dificultam a respiração).

"Em razão da associação entre diacetil, bronquiolite obliterante e outras doenças respiratórias graves observadas em trabalhadores, é recomendada uma ação urgente para avaliar melhor esta potencial exposição amplamente difundida via cigarros eletrônicos saborizados”, conclui o estudo.

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